As feridas que não se fecham, Do corte da alma, De quando apenas sonhamos. E o que nos tornamos? E quem somos senão espelhos. A dor, deleite do ódio. E quando nos fechamos E as lágrimas param de cair. E quando tornamo-nos ocos, Vazios por não mais sentir. Então, perdemos o chão, A esperança se esvai E a água pura e cristalina, Não volta para as nossas mãos. Até que tomamos coragem, Dizemos injúrias, Gritamos verdades. E o sal, O orvalho quente, Jorra em litros jocosos. E no perdão nos encontramos, E na verdade nos preenchemos E o amor, Aquele perdido, Trancado em cofres, Que surge, esplandece e nos liberta, Ele dita as regras, E a vida renasce E de novo acontece… Gill Santos 28-08-2015