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Sombras da noite

Sua arrogância me repugna Ao mesmo tempo que me atrai Um livro com páginas manchadas, Porque foram tingidas para que ninguém pudesse ler. Vejo-te como alguém que apenas finge, Talvez por se resguardar; Se armar em um mundo de ficção. Solidão! Olhos opacos, vividos em um mundo de ilusão. Tento ler sua alma e me frustro, Pois você não deixa, Eu persisto. Te sinto através da gélida barreira que existe entre nós. A distância de um milímetro, Mas que não permite que eu te toque. Queria enxergar em seus olhos mais que um vazio, Um ser exigente e arrogante; Uma luz encoberta pelas sombras. Permita-me avistar sua alma E desvendar seus mistérios; Tocar sua pele e aquecer seu coração. Permita-me entrar nessa noite sombria, Cercada de mistérios. Um anjo clama por ti Fazendo do fim, um recomeço... Gill Santos 25/06/2012