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Grão

Quando eu era adolescente mandava letras de músicas , Na vida adulta criava poemas para gritar o que pulsava em meu coração.  Hoje ele bate no ritmo do relógio; Canta nos compassos da dança, Mas não sabe mais amar! Qual sonho é aquele vestido de fantasia, Qual vibrar é o som da existência,  E qual ser eu sou nesse mundo de ilusão? Um vestígio daquela que fui, E a que sou, nada mais sente, nem traveste a fantasia de sonhar. Das sobras ao pó restou eu Um fragmento, um grão em poetizar . Gil 23/02/26