Ah! Aquele olhar que me faz perder os sentidos, E de repente, não sei mais quem sou. O "EU" que desaparece e apenas resta desejo, Aquele que enfrenta barreiras e não teme revelar-se. Os olhares odiosos, apenas me incentivam, Uma guerra poderosa, onde sua libido se instiga. E de repente, quero apenas jogar. Um abraço apertado e o arrepio surge, Um olhar fixado e os meus se desviam. Aquele elogio que alimenta meu ego, E minhas defesas caem por terra. Sob controle, tudo está sob seus pés. As palavras não saem, mas o desejo é latente. Sob o luar, assim meu pensamento voa, E sob o meu mirar, é em seu contorno que ele pousa. Sob o toque reprimido, Das mãos que fogem aflitas, Pois, é sobre seu corpo que elas querem estar. Sobre sua boca é onde a minha deseja E no âmago da luxúria é onde eu quero findar... Gill Santos 19/09/19.

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