Minha mente enebriada,
Do ódio que sinto,
Do existir.
Minha pele queima,
Minha mente entorpece,
Eu paro de sentir.
Das águas nebulosas dos meus pensamentos,
Do céu cinzento do meu existir.
Miro o espelho,
Reflexo convexo.
O grito sai,
O pensamento fica.
Não me reconheço!
Não sei existir,
Apenas sinto.
Apenas vejo o nada,
Apenas vejo a mim
E não enxergo,
E não me encontro,
O lodo da minha alma transparece,
Nao existo!
Quem sou além de átomos, além de química?
Quem sou além dos olhos,
Quem sou além da casca,
Quem sou além de mim...
Gil 30/05/26

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