Jovem e tímido,
Um anjo ou um demônio?
Por que me apego ao desconhecido?
Te olhei e nunca te vi,
Até que um dia reparei em ti:
Pele clara, lábios desenhados e desejosos,
Olhar curioso e envergonhado.
Bateu-me uma vontade de tocar sua pele,
Instigar seus extintos,
Beijá-lo, seduzi-lo...
Uma vontade que pensei:
Irá sumir da mesma forma que apareceu,
Mas, tola eu,
Isso jamais aconteceu.
Hoje conto os dias para vê-lo
E ter a oportunidade de falar-te
Beijar-te levemente a face
E contentar-me com o nada que tenho.
Se conto-te minhas intenções,
Você pode sumir,
Talvez por medo ou simplesmente renúncia.
Se espero uma reação,
Pode ser que nada aconteça por muito tempo,
Tempo esse que não quero esperar,
Ou melhor, não posso esperar,
Pois, a cada dia que passa,
Me apaixono pelo sonho,
Os ideais criados pela minha mente insana,
Na qual, tenho certeza que não fazem jus a sua verdadeira personalidade,
Mas o que fazer,
Se o quero tão intensamente, como se fosses partir amanhã,
E esse sentimento faz-me desejá-lo cada vez mais.
Um menino,
Apenas uma criança que vem tirando o meu sono.
Um homem com nome de anjo,
Um mistério,
Uma ilusão...
Gill Santos 19/09/2012

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