Vamos serrar nossa amizade,
Como se serra uma madeira velha para usar como lenha,
Lenha essa que aquecerá outros corpos, outros corações.
Não mais esse que está a sofrer,
O sofrimento da esperança,
Do sopro de amor que jamais aconteceu.
Vamos cerrar nossas vidas,
Aquelas que julgamos um dia fazerem parte uma da outra;
Feita de pobres emoções, nascida de um delírio,
De onde ouviu-se apenas uma voz...
A minha.
Vamos serrar esse sentimento,
Que surgiu de um coração inflamado,
Cheio de emoções,
Abarrotado de prazeres, suprimidos pelo tempo,
Que foi levado ao desespero,
Por um olhar sem compaixão.
Vamos cerrar essa alegria,
Que surge com poucas palavras,
Muitas vezes impensadas
E que não tem nada a dizer,
Mas que fala direto na alma,
Daquela que não consegue esquecer...
Gill Santos 26/06/2013.
OBS: Poema inspirado em uma amor não correspondido!
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